Naviraí/MS, sábado 13 de agosto de 2022

Menos da metade de jovens aptos a votar já tiraram título de eleitor

Apenas 9.150, dos mais de 25 mil jovens que podem tirar o título, garantiram direto ao voto

Da redação, em

Jovens eleitores que ainda não tiraram o título, tem até o dia 4 de maio para fazer a solicitação, que pode ser 100% ‘online’. Em Mato Grosso do Sul, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) — de 1994 a 2022 — revelam que 25.511 jovens, entre 16 e 17 anos, estão aptos para tirar a primeira via do documento, entretanto, apenas 35% desse total já garantiu o direito ao voto nas eleições desse ano.

Segundo a última atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feita até 28 de fevereiro, a distribuição entre gêneros apresenta 12.209 mulheres que podem tirar o título e 13.302 homens.

Jovens eleitores que ainda não tiraram o título, tem até o dia 4 de maio para fazer a solicitação, que pode ser 100% ‘online’. Em Mato Grosso do Sul, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) — de 1994 a 2022 — revelam que 25.511 jovens, entre 16 e 17 anos, estão aptos para tirar a primeira via do documento, entretanto, apenas 35% desse total já garantiu o direito ao voto nas eleições desse ano.

Segundo a última atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feita até 28 de fevereiro, a distribuição entre gêneros apresenta 12.209 mulheres que podem tirar o título e 13.302 homens.

Mesmo em maior número, eles ficam abaixo no total de jovens que já emitiram o título, sendo 4.057 homens com documento, contra 5.093 possíveis novas mulheres aptas a votarem em 2022.

Segundo o TSE, o prazo para estar regularizado para as eleições é encerrado 150 dias antes do pleito, conforme determina a Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/97 — artigo 91).  Vereador por Campo Grande, Ronilço Guerreiro ressaltou o poder de mudança que o jovem tem em suas ações. “Uma das mais esperadas é a oportunidade de participar de uma eleição e mudar o futuro através do voto. Até hoje me recordo do meu primeiro voto, com orgulho e, desde então, nunca deixei de lutar por uma cidade melhor e escolher alguém que pudesse me representar caso eleito”, disse.

Em comparação nacional, Mato Grosso do Sul, com seus 35,87% de jovens que já tiraram o título, ocupa a 19.º posição entre os Estados mais próximos de atingirem a meta de aptos para votar em 2022.

Novos eleitores

Henrique Fernandes Xavier Filho completa 16 anos no dia 27 de agosto, não estava por dentro de como tirar o título de maneira ‘online’, mas carrega consigo a vontade de votar em 2022. “Acredito que o atual presidente não tem a postura de um presidente. Quero votar em outros candidatos para tirar ele de lá”, comenta.

Ele ainda expõe que os debates políticos já acontecem entre os amigos. “Na escola conversamos, nós discutimos legal e às vezes até nos desentendemos. Existem pensamentos contrários, mas também muitos que pensam igual”, aponta Henrique.

Maria Eduarda de Oliveira Araújo, de 16 anos, é outra futura eleitora que ainda não tirou seu título, mas possui vontade de fazer parte do processo eleitoral. “Na minha visão, está tendo muita corrupção; aumentos das coisas; gás; gasolina e todas as categorias de alimentos. A política não está igual antes. Quero poder votar, sempre quis”, afirma.

Ela expõe que não tende a conversar com amigos sobre política, mas entre os familiares as conversas vão desde os futuros candidatos até política de preços e pautas sociais. Maria Eduarda ainda faz apontamentos sobre o atual processo eleitoral. “Na minha opinião tanto falta informação, quanto é difícil de conhecer os candidatos”.

Por fim, destaca que a vida do eleitor na hora de votar poderia ser mais facilitada. “Não ter que enfrentar filas para votar. Seria algo mais fácil como usar a ‘internet’ como recurso, igual votação do Big Brother, por exemplo”, cita.

Já Maria Luíza Mecenas Gerolometto, que completa 16 anos em 15 de julho já pretende tirar seu título na semana que vem e também destaca que a votação poderia se tornar mais simplificada, com “mais lugares para votar ou votação ‘online’, segura, mas ‘online’“.

“Minha visão atual é de tristeza, porque infelizmente o nosso país está afundando cada vez mais, e o que me dá vontade de votar esse ano é mudar o destino do país, para não continuar afundando e prejudicando os brasileiros”, finaliza ela.

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Fonte:

Correio do Estado

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