Naviraí/MS, segunda-feira 8 de agosto de 2022

Guarda-vidas espantou sucuris, jacarés e ariranhas para proteger atores em gravação do remake de 'Pantanal'

O Pantanal é um local único e cheio de peculiaridades, nada melhor que um especialista no bioma para acompanhar as gravações. Com emoção, Otávio Luiz de Oliveira Neto falou ao g1 sobre a experiência de estar ao lado de várias atores.

Da redação, em

Já com a voz embargada, Otávio Luiz de Oliveira, de 63 anos, começou a relembrar das experiências que teve durante as gravações do remake de "Pantanal", em Aquidauana, região pantaneira em Mato Grosso do Sul. Otávio atuou como guarda-vidas e espantou sucuris, jacarés e ariranhas para proteger os atores durante as filmagens da nova versão da novela.

Otávio comentou que o trabalho de proteger os atores em ambientes nocivos ocorreu junto de um parceiro mais novo, chamado Natan. Foi através dele que surgiu essa oportunidade de atuar por 2 meses e quase 15 dias nos bastidores da novela.

“Só de contar me emociono. As gravações foram excelentes! Totalmente ótimo!”, comentou Otávio.

Otávio comentou que o trabalho de proteger os atores em ambientes nocivos ocorreu junto de um parceiro mais novo, chamado Natan. Foi através dele que surgiu essa oportunidade de atuar por 2 meses e quase 15 dias nos bastidores da novela.

“Foram várias cenas, uma delas com a Juliana Paes, no barco, pertinho dela”, relata Otávio.

Nesta sexta-feira (25), o Globo Repórter revela os bastidores da gravação do remake da novela Pantanal, que estreia na próxima segunda-feira (28). O programa fará uma viagem por algumas das mais belas paisagens do bioma que é Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, pela Unesco.

Contato com os artistas

Otávio aproveitou para 'tietar' o elenco e equipe de produção da novela. — Foto: Arquivo pessoal

Otávio aproveitou para 'tietar' o elenco e equipe de produção da novela. — Foto: Arquivo pessoal

O objetivo, como grande conhecedor do Pantanal, o trabalho de Otávio era espantar animais perigosos nas cenas que aconteciam na água, já que na terra era função de brigadistas. O guarda-vidas tinha que espantar ariranhas, jacarés, arraias e até piranhas!

“Nós ficávamos atrás das câmeras, não aparecíamos. Eles [produção] demarcavam uma certa área do rio e falavam: ‘o senhor pode dar uma olhadinha, como está a água?’. Eu entrava, arrastava os pés na areia para as arraias saírem. Elas têm um ferrão. Depois olhava o terreno todo, se tinha buracos”, detalha Otávio.

Voltando às cenas, o guarda-vidas relembra de uma oportunidade de trabalhar com a personagem principal, Juma Marruá, interpretada por Alanis Guillen.

Otávio Luiz de Oliveira Neto se emociona ao lembrar do dia a dia nas gravações. — Foto: Otávio Neto/Arquivo pessoal

“Eu e ela dentro d’água e ela falava: ‘Seu Otávio, aqui é perigoso?’. Eu falava: ‘onde os olhos alcançam sim, mas no fundo, não sei o que tá acontecendo’. A água é escura”, recorda.

A função nada fácil foi concluída com sucesso graças ao currículo vasto: Otávio serviu ao Exército e a Marinha, é guarda-vidas de mar, rio, clubes, além de ser bombeiro civil.

Sobre as diversas profissões, ele revela que foram bem exigentes na hora do contrato. foi bastante exigente. “Pediram tudo, quase até o nome da maternidade que nasci”, diz aos risos.

Porém, Otávio pensou que a grande oportunidade não aconteceria por conta da demora da aprovação. Por isso, o guarda-vidas resolveu entrar em contato e perguntar se daria certo, ou não.

“Demoraram muito. Eu retornei e falei: ‘É a idade, né? Fala a verdade. Me veja e me dá uma chance!’. Mas aí me falaram que não era isso, não. Depois me retornaram”, relembra Otávio. Após isso, a entrevista enfim surgiu e foi realizada por chamada de vídeo, quando foi aprovado para o serviço.

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