Naviraí/MS, sábado 13 de agosto de 2022

8 de abril é o Dia Mundial de Combate ao Câncer

A OMS estima que até 2030 o câncer vai ultrapassar as doenças cardiovasculares e se tornar a 1ª causa de morte por doença no mundo.

Da redação, em

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado no dia 8 de abril, é uma data para promover a conscientização da sociedade sobre a doença. Por causa da característica epidêmica e pelos índices crescentes de mortalidade, a ONU classifica o câncer como o principal problema de saúde pública do mundo. De modo geral, a incidência e a mortalidade por câncer vêm crescendo no planeta.

A OMS estima que até 2030 o câncer vai ultrapassar as doenças cardiovasculares e se tornar a 1ª causa de morte por doença no mundo. Uma das razões para o crescimento da incidência é o aumento da expectativa de vida da população, já que o câncer é uma doença da terceira idade.

O Radar do Câncer, feito pela ONG Oncoguia, com estimativas oficiais, aponta uma incidência de 19,3 milhões de casos no mundo, com 10 milhões de mortes (Globocan). No Brasil, a incidência é de 626 mil casos novos por ano, com 232 mil mortes (INCA). Desde que o Instituto Nacional de Câncer iniciou o monitoramento anual dos casos de câncer, no final da década de 1970, os números não pararam de aumentar.

As estatísticas preocupam e a associação direta entre câncer e morte torna-se mais forte quando a maior parte das notícias sobre o tema dão conta do diagnóstico ou da morte de alguém conhecido. São bem menos frequentes as notícias positivas sobre câncer. Uma descoberta da ciência ou uma pesquisa promissora não são noticiadas com a mesma frequência. Nem mesmo o sucesso do tratamento daquela pessoa famosa costuma ter o mesmo destaque que tem o diagnóstico, por exemplo.

"Por tudo isso, neste 8 de abril consideramos muito importante dar ênfase a aspectos positivos do câncer. Câncer tem cura, existem várias formas de prevenção e os avanços da medicina nas últimas décadas vêm salvando milhares de vidas", destaca a médica oncologista Paula Sampaio.

Avanços no tratamento - Levantamento feito pela Sociedade Americana de Câncer, que reuniu dados sobre diagnóstico, tratamento e mortalidade por câncer de 1975 até 2019, mostra o impacto dos avanços da medicina. O estudo mostra que o ano de 1991 pode ser considerado um marco. Foi nesse ano que as curvas das estatísticas começaram a mudar significativamente. Protocolos, medicamentos e recursos novos no combate ao câncer começaram a ser utilizados no início da década de 1990.

"Se os Estados Unidos tivessem continuado a utilizar apenas os recursos disponíveis em 1991, 28 anos depois, em 2019, o número de mortes anuais de homens, por câncer, teria sido superior a 500 mil no País. E o número foi pouco superior a 300 mil. O de mulheres seria perto de 400 mil em 2019. Foi de menos de 280 mil. Essas estimativas são concretas. Os avanços da ciência têm salvado milhares de vidas e isso vale para o resto do mundo", explica Paula Sampaio.

"Hoje, nós utilizamos aqui em Belém o mesmo medicamento que é usado nos Estados Unidos, na Europa ou no Japão", comemora a médica.

Um exemplo é um medicamento chamado Tagrisso, indicado para um tipo de câncer de pulmão, que é o tipo que causa o maior número de mortes entre os homens e o segundo entre as mulheres, totalizando cerca de 1,59 milhões de mortes por ano no mundo.

O medicamento é o primeiro de uma nova geração de terapia-alvo voltado para a inibição específica da evolução do câncer. "Por ser tão específico, essa droga tem efetividade muito alta e poucos efeitos colaterais. Ele é direcionado especificamente para a mutação das células cancerígenas. Os pacientes que tratamos têm tolerância e resposta muito boas", explica a oncologista Paula Sampaio.

"Um paciente que se trata com esse medicamento tem hoje resultados 5 vezes melhores do que um paciente com o mesmo perfil, 3 anos atrás. É um avanço enorme em pouco tempo", comemora a médica.

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